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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Segundo cientistas, a dieta mediterrânea é o melhor preventivo contra a obesidade


Uma dieta mediterrânea é mais eficiente para combater a obesidade do que a simples contagem de calorias, segundo cientistas. Eles acrescentam que esse tipo de dieta reduz o risco de ataques cardíacos e derrames. Além disso, na opinião desses especialistas, uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e cereais seria mais eficiente para a perda de peso do que dietas com baixa ingestão de gordura.

A recomendação foi feita por meio de uma declaração conjunta publicada na revista científica PMJ (Postgraduate Medical Journal, na sigla em inglês) e assinada por nomes de peso como o presidente da Academy of Medical Royal Colleges do Reino Unido, Terence Stephenson, e Mahiben Mara, alto funcionário do NHS (National Health Service, o SUS britânico).

No abaixo-assinado, os especialistas criticaram a indústria da dieta por focar a perda de peso na restrição calórica em vez da "boa alimentação". Segundo eles, pesquisas indicam que a dieta mediterrânea, incluindo frutas, legumes e verduras, cereais e azeite de oliva, reduz rapidamente o risco de ataques cardíacos e derrames e permitem uma perda de peso mais gradativa a longo prazo.

O autor do abaixo-assinado, o cardiologista Aseem Malhotra, afirma que as evidências científicas são "irrefutáveis": "O mais importante é dizer às pessoas que elas devem se concentrar em comer melhor".

Inspirada pela cozinha tradicional de países como Grécia, Espanha e Itália, a dieta mediterrânea sempre esteve associada à boa saúde e a corações sadios. Essa dieta consiste tipicamente em comer várias porções de legumes e verduras, frutas frescas, cereais integrais, azeite de oliva e sementes oleaginosas, além de frango, peixe, carne vermelha, manteiga e gordura animal.

"O impacto desse tipo de alimentação na saúde do paciente se dá de forma muito rápida. Sabemos que a tradicional dieta mediterrânea que é rica em gordura – por meio de testes controlados em grupos aleatórios – reduz o risco de ataque cardíaco e derrames pouco tempo depois de colocada em prática", o doutor conta.

No artigo, os médicos também dizem que a dieta mediterrânea é três vezes mais eficiente para a redução da mortalidade em pacientes que já tenham sofrido ataques cardíacos do que medicamentos para baixar o colesterol.

Para David Haslam, diretor-presidente do Fórum de Obesidade Nacional do Reino Unido, a recomendação dos médicos é "bem vinda": "Uma caloria não é só uma caloria. É ingênuo pensar que os complexos sistemas de apetite hormonal e neurológico do nosso corpo respondem a diferentes substâncias de igual maneira".

Fonte: Uol Saúde


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Muita saúde na dieta mediterrânea dos gregos


No último mês tive a oportunidade de ir à Grécia observar e pesquisar sobre hábitos alimentares daquela população sadia e longeva. Percebi que dieta mediterrânea e nutrição funcional são praticamente sinônimos e que poderia ser aplicada aqui em nosso país com todo sucesso, que os gregos já desfrutam há séculos


Basta andar pela ruas de Atenas ou nas ilhas gregas para reparar que dificilmente encontramos pessoas com sobrepeso. Os idosos andam de bicicleta e todos se movimentam bastante. A hidratação é farta e a primeira oferta em qualquer restaurante ou bar é uma jarra de água natural por conta da casa. Dificilmente se vê algum refrigerante nas mesas, nem zero nem normal.


O vinho é utilizado bastante e por vezes com frutas saborosas. Por sinal, os gregos comem frutas naturais o tempo todo, seja na praia, na piscina, em lanches, após o almoço ou jantar. É impressionante a oferta e degustação de frutas. As saladas são praticamente obrigatórias antes de qualquer prato, um sabor colorido e rico em fibras e nutrientes, regadas, é claro a um bom azeite grego.


Eles preferem como proteína os peixes ou frutos do mar, que são elaborados sem frituras. Por vezes comem outras carnes como cordeiro, mas não é a prioridade. Além disso, comem sempre alimentos integrais como arroz, aveia, milho. O resultado é visto nas ruas e nos estudos: mais longevidade, qualidade de vida, saúde e disposição.



Vale a pena tendermos a esse tipo de rotina alimentar, como os gregos, que podemos desfrutar na nutrição funcional e colher os mesmos frutos da dieta mediterrânea.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pesquisa revela a relação entre o consumo de bebidas alcoólicas e o aumenta do risco de desenvolvimento da síndrome metabólica

Estudo publicado na revista Clinical Nutrition concluiu que o consumo de pelo menos sete doses de bebidas alcoólicas por semana foi associado com maior risco de desenvolvimento de síndrome metabólica em indivíduos saudáveis. A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco que condicionam a um aumento das chances de uma pessoa desenvolver doenças cardiovasculares e ou diabetes (Diabetes mellitus tipo II).

As perguntas sobre o consumo de álcool incluíram o tipo de bebida alcoólica, e cada dose foi definida da seguinte maneira: vinho (uma dose = 100 mL), cerveja (330 mL) e destilados (50 ml). O diagnóstico da síndrome metabólica foi definido pela presença de pelo menos 3 dos seguintes 5 critérios: circunferência da cintura elevada (CC) (≥94 cm em homens e ≥80 cm em mulheres), triglicerídeos elevados (≥150 mg/dL) ou presença de tratamento medicamentoso para hipertrigliceridemia, HDL-colesterol (lipoproteína de alta densidade) reduzido (<40 mg/dL em homens e <50 mg/dL em mulheres), pressão arterial elevada (sistólica ≥130 e/ou diastólica ≥85 mm Hg) ou a presença de tratamento anti-hipertensivo, glicemia de jejum elevada ≥100 mg/dL. 






Ao longo dos seis anos de observação, os pesquisadores identificaram 341 casos de síndrome metabólica. Destes, os consumidores de bebidas ≥7 doses/semana, considerado um alto consumo, apresentaram um risco significativamente maior de desenvolver a síndrome metabólica, em comparação com aqueles que não consumiam bebidas alcoólicas. Além disso, o alto consumo de bebidas (≥7 doses/semana) foi associado com maior risco de hipertrigliceridemia e glicemia de jejum alterada. Ao separar por tipo de bebida alcoólica, os pesquisadores observaram que o consumo de cerveja foi o que esteve mais associado com maior risco de síndrome metabólica e maior risco de hipertrigliceridemia.

Os pesquisadores observaram que o consumo de cerveja foi o que esteve mais associado com maior risco de síndrome metabólica e maior risco de hipertrigliceridemia

“Neste estudo de coorte prospectivo de uma população saudável, o consumo de pelo menos sete bebidas alcoólicas por semana foi associado a um maior risco de desenvolvimento de síndrome metabólica após pelo menos seis anos de acompanhamento. No entanto, mais estudos em outras populações são necessários para generalizar nossos resultados e confirmar a associação entre o consumo de álcool e a incidência de síndrome metabólica”, concluem os autores.