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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Os malefícios das bebidas alcoólicas: saiba por que elas podem boicotar a sua alimentação saudável



Quem cuida da saúde e gosta de manter uma alimentação equilibrada sabe que é preciso abrir mão de alguns hábitos alimentares, como o consumo de gorduras e açúcares. Com o álcool não é diferente. Por ser uma caloria vazia e que não possui nutrientes para o corpo, o etanol contribui para o aumento de peso, além de afetar o organismo e prejudicar na absorção dos nutrientes oriundos de outros alimentos. 

O organismo entende o álcool como tóxico e leva à excreção de outros nutrientes da dieta. Isso afeta o metabolismo e o crescimento de massa muscular, além de gerar desidratação e queda de desempenho. Para as mulheres, é ainda pior. Elas possuem menos enzimas para degradar o etanol e também menos massa para processar o mesmo, favorecendo o aumento de peso pelo consumo de caloria vazia.

Quando ingerido, o etanol vai para o estômago e para o intestino delgado através da boca e esôfago. Há uma enzima na parede do estômago, o álcool desidrogenase, que degrada uma quantidade do etanol. Quanto mais álcool degradado, menos vai para o sangue. Mas a maior parte do álcool ingerido é absorvida pelo intestino delgado e vai diretamente para a corrente sanguínea. Apenas uma pequena proporção da quantidade de álcool absorvida é removida do corpo através da urina, suor e respiração. A maior parte continua a circular no sangue até que seja gradualmente processado pelo fígado.

Não há uma quantidade máxima de álcool recomendada ou que possa ser ingerida, pois isso depende do biótipo de cada pessoa. Uma taça de vinho por dia ainda é considerada saudável. Em outros casos, o ideal é se hidratar bem com água antes, durante e depois do consumo de bebidas alcoólicas, procurar se alimentar para evitar exageros e ainda consumir chás depuradores como boldo, carqueja e alcachofra após o consumo de álcool. Mas nada de exageros!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pesquisa revela a relação entre o consumo de bebidas alcoólicas e o aumenta do risco de desenvolvimento da síndrome metabólica

Estudo publicado na revista Clinical Nutrition concluiu que o consumo de pelo menos sete doses de bebidas alcoólicas por semana foi associado com maior risco de desenvolvimento de síndrome metabólica em indivíduos saudáveis. A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco que condicionam a um aumento das chances de uma pessoa desenvolver doenças cardiovasculares e ou diabetes (Diabetes mellitus tipo II).

As perguntas sobre o consumo de álcool incluíram o tipo de bebida alcoólica, e cada dose foi definida da seguinte maneira: vinho (uma dose = 100 mL), cerveja (330 mL) e destilados (50 ml). O diagnóstico da síndrome metabólica foi definido pela presença de pelo menos 3 dos seguintes 5 critérios: circunferência da cintura elevada (CC) (≥94 cm em homens e ≥80 cm em mulheres), triglicerídeos elevados (≥150 mg/dL) ou presença de tratamento medicamentoso para hipertrigliceridemia, HDL-colesterol (lipoproteína de alta densidade) reduzido (<40 mg/dL em homens e <50 mg/dL em mulheres), pressão arterial elevada (sistólica ≥130 e/ou diastólica ≥85 mm Hg) ou a presença de tratamento anti-hipertensivo, glicemia de jejum elevada ≥100 mg/dL. 






Ao longo dos seis anos de observação, os pesquisadores identificaram 341 casos de síndrome metabólica. Destes, os consumidores de bebidas ≥7 doses/semana, considerado um alto consumo, apresentaram um risco significativamente maior de desenvolver a síndrome metabólica, em comparação com aqueles que não consumiam bebidas alcoólicas. Além disso, o alto consumo de bebidas (≥7 doses/semana) foi associado com maior risco de hipertrigliceridemia e glicemia de jejum alterada. Ao separar por tipo de bebida alcoólica, os pesquisadores observaram que o consumo de cerveja foi o que esteve mais associado com maior risco de síndrome metabólica e maior risco de hipertrigliceridemia.

Os pesquisadores observaram que o consumo de cerveja foi o que esteve mais associado com maior risco de síndrome metabólica e maior risco de hipertrigliceridemia

“Neste estudo de coorte prospectivo de uma população saudável, o consumo de pelo menos sete bebidas alcoólicas por semana foi associado a um maior risco de desenvolvimento de síndrome metabólica após pelo menos seis anos de acompanhamento. No entanto, mais estudos em outras populações são necessários para generalizar nossos resultados e confirmar a associação entre o consumo de álcool e a incidência de síndrome metabólica”, concluem os autores.