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terça-feira, 22 de março de 2016

Alimentos para excluir da alimentação diária


Se você quer melhorar a sua alimentação diária, pode começar abolindo da sua rotina alguns tipos de alimentos: refeições prontas congeladas, por exemplo, são ricas em sódio e gorduras saturadas, além de conservantes, que podem aumentar a chance de desenvolver câncer.

Os biscoitos recheados são ricos em gordura saturada, aumentam o LDL (colesterol ruim) e reduzem do HDL (colesterol bom), o que pode provocar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Além da grande quantidade de açúcar, que causa diabetes e obesidade.

O refrigerante provoca uma acidez que sobrecarrega os rins e libera o cálcio dos ossos na corrente sanguínea, podendo causar osteoporose. E os temperos prontos contêm alto teor de sódio, que causa hipertensão arterial, nefropatias e cardiopatias, além de glutamato monossódico, associado ao surgimento de doenças no sistema nervoso (como Alzheimer e Parkinson) quando consumido em excesso.


Se você dá suco de caixinha às suas crianças porque parece saudável, fique atento. Esses sucos são na verdade néctares que possuem apenas 30% de frutas no máximo, e quase não contêm nutrientes. Os sucos de caixinha possuem um alto teor de açúcares, e também são ricos em corantes e conservantes que podem causar desde alergias até câncer a longo prazo. Dê sempre preferência a sucos naturais – quando não há, prefira dar água.

terça-feira, 15 de março de 2016

Entenda melhor por que o excesso de sal é maléfico para a saúde


O sódio (sal) é um elemento químico presente na natureza e em diversos alimentos. Possui várias funções no organismo humano como contração muscular, ritmo cardíaco, participa do sistema nervoso e equilíbrio de água no corpo humano.

Mas em excesso, ele causa o desequilíbrio na produção de hormônios, comprometimento da absorção de nutrientes, altera o ph estomacal favorecendo a gastrite e pirose (asia), retenção de líquidos e produção de edemas, além do aumento da pressão arterial.

A quantidade ideal de sódio que deve ser consumida por dia é de 5g /dia ou uma colher de chá. Devemos lembrar que o brasileiro faz uso do sódio em excesso chegando a consumir 5 vezes mais que o recomendado.

Para hipertensos, o sal é ainda mais perigoso, pois provoca o aumento da pressão arterial e risco acidente vascular. Por outro lado, restringir muito o sódio pode fazer mal à saúde porque pode comprometer o equilíbrio do organismo.

O sódio em excesso está presente principalmente nos enlatados, embutidos, conservas e defumados, e são esses industrializados que devemos evitar na nossa alimentação diária. Confira abaixo uma tabela dos principais alimentos e sua quantidade de sódio (em miligramas):

Alimento (100g)
Teor de Sódio (mg)
Azeitona preta em conserva
1567
Azeitona verde em conserva
1347
Bacalhau salgado cru
13585
Fermento em pó, químico
10052
Lingüiça de frango crua
1126
Lingüiça de porco crua
1176
Macarrão instantâneo
1516
Queijo parmesão
1844
Sal grosso
39943
Shoyo
5024
Tablete de caldo de carne
22180
Tablete de caldo de galinha
22300

Teor de Sódio Moderado (<1000mg/100g de alimento)


Alimento (100g)
Teor de Sódio (mg)
Almôndegas de carne bovina crua
621
Amêndoa torrada e salgada
279
Atum em conserva
362
Batata chips industrializada
607
Biscoito Maisena
352
Biscoito recheado com chocolate
239
Biscoito recheado com morango
230
Biscoito tipo Cream Craker
854
Camarão cru
201
Coxinha de frango frita
532
Ervilha enlatada
372
Extrato de tomate
498
Farinha de Rosca
333
Flocos de milho com sal
272
Gelatina
235
Leite de vaca desnatado(pó)
432
Leite de vaca desnatado(pó)
432
Maionese industrializada
787
Manteiga com sal
579
Margarina com sal
894
Milho verde enlatado
260
Molho de tomate industrializado
418
Palmito em conserva
514
Pão de queijo
773
Requeijão
558
Sardinha em conserva
666
Seleta de legumes enlatada
398

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Alimentação na adolescência


Hoje eu vou falar sobre um tema muito importante, sobre uma fase em que a nutrição funcional é essencial para o bom desenvolvimento do indivíduo: a adolescência. A hidratação nesta fase é fundamental para garantir que o metabolismo do adolescente funcione corretamente, contribuindo para a renovação celular plena e hidratando a pele de dentro para fora (prevenindo problemas como a acne), além de amenizar a ansiedade e ajudar o adolescente a produzir mais intelectualmente.

Eles devem ingerir ao menos dois litros de líquidos por dia, incluindo água, sucos naturais e água de coco. Deve-se evitar os sucos prontos e refrigerantes, duas bebidas que inibem a absorção de cálcio pelo organismo, prejudicando o crescimento e desenvolvimento saudável do adolescente.

Outros itens para cortar da alimentação são os doces e fontes de açúcar, que além de provocarem o aumento da circunferência abdominal, fornecem energia de baixa qualidade, causando momentos de sono e picos de falta de energia. Em vez disso, devem ser oferecidos alimentos que forneçam energia gradual: os carboidratos complexos ajudam a liberar energia ao longo do dia, para que o adolescente faça bem suas atividades físicas e intelectuais, como estudo e esportes.

Em associação, é muito importante ter o aporte correto de cálcio para o desenvolvimento dos ossos. Os leites e derivados são bem vindos, porém sempre em suas versões magras e/ou desnatadas – aposte em iogurtes, leite desnatado e laticínios com menor teor de gordura. Outras fontes de cálcio importantes são os vegetais verde-escuros (como a couve, quiabo, espinafre e o brócolis) e frutas secas como figo e damasco, além de castanhas e sementes (gergelim e semente de girassol), que podem ser consumidas associadas ao iogurte.

É importante que a alimentação diária do adolescente, principalmente na hora do almoço, seja completa. Invista nos carboidratos complexos como o arroz integral, quinoa, flocos de aveia, amaranto, e nas leguminosas (feijão, ervilha, lentilhas), que são proteínas com alto valor biológico; além de carnes magras como frango e peixe sempre cozidos ou grelhados, e nunca fritos ou empanados – estes prejudicam a qualidade da pele, que já pode sofrer devido às alterações hormonais típicas da fase. A ingestão correta de proteína é essencial para desenvolver os músculos e tecidos.

Além disso, consumir alimentos fontes de lipídios de boa qualidade favorecem a absorção de vitaminas dependentes de gordura para sua metabolização, como as vitaminas A, E, D e K. Alimentos com gordura insaturada como o abacate, azeite de oliva e castanhas são ótimas opções a serem introduzidas no dia a dia.

Paixão dos adolescentes, o achocolatado pode ser substituído pelo cacau puro, que se consumido moderadamente não causa alterações na pele e ainda é uma boa fonte de energia. O cacau em pó pode ser batido em vitaminas com água de coco ou leite desnatado. Outro lanche que é uma boa fonte de energia é o açaí, em forma de suco ou batido com outras frutas, como as frutas vermelhas e uma fonte de fibras (aveia, chia).

Por falar em pele, para evitar os problemas comuns na adolescência (oleosidade, acne), é imprescindível ter o aporte completo de vitaminas e minerais através das hortaliças e frutas diversas: estas vão contribuir na melhora da função intestinal, evitando a produção excessiva de toxinas que podem prejudicar ainda mais a qualidade da pele. Frutas, legumes e verduras variados favorecem a ação perfeita do metabolismo e da função intestinal, melhorando o funcionamento do organismo em geral e ajudando não só na qualidade da pele, como evitando também as alterações de humor que o adolescente costuma apresentar.


Para finalizar, é importante unir a alimentação equilibrada às atividades físicas, sempre com indicação médica: assim o adolescente pode melhorar seu desempenho tanto físico como intelectual, além de ajudar no desenvolvimento dos ossos e músculos, contribuindo para um crescimento saudável.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

As diferenças entre os sucos detox de caixinha e os naturais


Os sucos detox conquistam cada vez mais adeptos em busca de uma limpeza no organismo de forma rápida e saborosa. O sucesso foi tanto que logo surgiram as versões industrializadas. São os sucos detox de caixinha, cujo consumo é ainda mais prático. Mas será que o resultado é o mesmo?

Eles funcionam sim, caso não apresentem conservantes e corantes. Mas o efeito, definitivamente, não é o mesmo de um suco verde natural. As principais diferenças são a migração de compostos químicos da embalagem, inclusão de corantes e eventuais aditivos químicos e perda de nutrientes.

Para quem não tem tempo de preparar um suco diariamente, no entanto, os industrializados podem ser uma boa opção. Nunca serão superiores ao suco natural, mas certamente são bem melhores que refrigerantes. Mas caso seja só essa possibilidade usar na dieta esse tipo de suco, é melhor do que não comer ou beber fruta.

Os sucos de caixinha também possuem vitaminas e minerais, mas sempre em menor oferta que um similar natural. A melhor opção é selecionar frutas e hortaliças frescas e, se possível, orgânicos, e preparar seu suco natural como a natureza nos oferta.

Fonte: Bolsa de Mulher (com minha consultoria)


terça-feira, 30 de julho de 2013

Segundo estudo, maior consumo de sódio vem da comida preparada em casa


É o sal de cozinha, e não a comida industrializada, a principal fonte de sódio dos brasileiros. Ele responde por 71,5% do total do nutriente ingerido no país. A conclusão é de um estudo com base em dados do IBGE de 2008 e 2009, e os resultados têm aval do Ministério da Saúde.

Cada brasileiro consome, em média, 4,46 gramas de sódio por dia - o equivalente a 11,38 gramas de sal. O limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde é menos da metade: 5 g de sal puro (equivalente a 2 g de sódio).

O nutriente é associado a maior risco de pressão alta e de doença cardiovascular. Os produtos da indústria responderam por 23,8% do total da ingestão de sódio. Segundo o estudo da Abia, a maior parte do sódio foi consumida nas residências, sendo 59,7% do sal de cozinha. Outros 11,8% vieram do sal adicionado à alimentação fora de casa.


"Foi uma surpresa a indústria responder só por um quarto do sódio, e o sal de cozinha ser o grande vilão", afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC. Na sua opinião, fica evidente a necessidade de campanhas públicas para a redução do sal no preparo e no consumo de alimentos. O ministério diz que já existem campanhas do gênero voltadas para mães e escolares.

"A população tem tendência de colocar muito sal nos alimentos e ainda adicionar mais quando come fora", afirma Sophie Deram, nutricionista do ambulatório de obesidade infantil do HC da USP.

Alguns restaurantes de São Paulo já estão retirando o sal da mesa, e só o colocam à pedido do cliente. O advogado Carlos Nunes, 56, diz que se surpreendeu com a novidade em um restaurante do Itaim (zona oeste de São Paulo): "Colocava sal antes mesmo de experimentar a comida. Agora penso duas vezes".

A região Norte registrou o maior volume de consumo de sódio do país, com 5,41 g por habitante por dia (13,8 g de sal). Só o sal de cozinha respondeu por 10,8 g. Já no Sudeste, os alimentos industrializados foram responsáveis por 29,6% do sódio ingerido.


Fonte: Folha de S. Paulo