Ela é uma doença silenciosa e estima-se que 12 milhões de brasileiros não sabem que a tem. Estou falando da diabetes que mata 4 vezes mais que a AIDS e que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 250 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, sendo que esse número cresce a cada dia, classificada pela instituição como epidemia. Por quase não ter sintomas, ela é muito mais perigosa e isso só se agrava devido ao estilo de vida do mundo moderno: sedentarismo e má alimentação. No dia 14 de novembro celebrou-se o Dia Mundial da Diabetes, justamente, para conscientizar a população sobre a importância de se fazer exames de sangue para o diagnóstico do problema. Várias associações médicas promoveram exames gratuitos, distribuição de cartilhas informativas e alimentos saudáveis.
Muito se fala da diabetes, mas pouco sabem como ela se caracteriza. A doença acontece quando a glicemia - taxa de açúcar no sangue - é alta demais. Isso ocorre devido ao pâncreas não ser mais capaz de produzir quantidade suficiente de insulina - hormônio responsável pela entrada do açúcar nas células - ou porque a mesma não é absorvida pelo corpo. A doença é classificada como tipo 1 ou 2, sendo que no primeiro caso ela não pode ser evitada pois é autoimune. Em geral, se manifesta até os 35 anos,quando o pâncreas perde sua capacidade de produzir insulina. Já no tipo 2, poderia ser evitada com a prática regular de atividade física e uma alimentação saudável.
Quem tem diabetes, independente do tipo, deve se cuidar para que o quadro não se agrave levando a complicações como cegueira, falência renal,problemas circulatórios e infarto. Após o diagnóstico, o paciente precisa cuidar muito da alimentação, fazer exercícios e tomar remédio, aliás, esse último deve ser feito com regularidade. Um estudo mostrou que 27% das pessoas que tem a doença pararam de tomar a medicação ainda na primeira caixa. Isso só acontece porque elas não entenderam a gravidade do problema.
Como a diabetes não tem cura, o tratamento é para vida a toda, mas não precisa abster-se de viver bem, o importante é conviver com a doença sabendo controlá-la observando os índices de glicemia com hábitos saudáveis. Assim é possível ter uma vida absolutamente normal. A regra é ter uma alimentação variada, com pouco açúcar e gordura.
Fonte: Notícias UOL - Saúde

